O surgimento do computador foi um dos maiores avanços tecnológicos do Século XX. A criação de um sistema digital de armazenagem e transmissão de dados baseado em um código binário possibilitou a utilização simultânea de um grande número de informações em um espaço físico reduzido. Juntamente com o desenvolvimento da tecnologia da computação, surgiu a Internet, um ambiente virtual que se formou em uma dimensão paralela ao mundo real.
A globalização da economia marca o declínio do paradigma fordista de produção, bem como das relações trabalhistas e das conquistas sociais institucionais, jurídicas e políticas. Por outro lado, a centralidade das tecnologias de comunicação no processo de produção permite o surgimento de novas formas de cooperação e sociabilidade, contrárias à apropriação capitalista do trabalho.
Com o objetivo de analisar a Internet e sua relação com os direitos da personalidade e sua possível violação, principalmente, a invasão da intimidade e da privacidade apresenta-se um pouco do surgimento da rede mundial e evolução histórica dos direitos da personalidade, iniciada uma incursão na Idade Média, e em seqüência, estendida até os dias atuais, demonstra-se a sistematização e definição dos direitos da personalidade, como categoria própria e atributos relacionados à pessoa.
“Sociedade da Informação não é um conceito técnico : é um slogan. Melhor se falaria até em sociedade da comunicação, uma vez que o que se pretende impulsionar é a comunicação, e só num sentido muito lato se pode qualificar toda a mensagem como informação. Entre as mensagens que se comunicam há as que são atingidas por um direito de autor ou direito conexo, criando-se um exclusivo.” José Oliveira Ascensão