Esta dissertação examina a fecundidade da ?nova retórica?, formulada por Perelman&Olbrechts-Tyteca, para compreensão de elementos da obra de Joseph A. Schumpeter. Primeiro faz um apanhado da discussão teórica sobre retórica em economia e, a partir desta discussão, justifica a escolha da nova retórica frente à proposta alternativa de McCloskey. A fundamentação em arcabouços filosóficos diferenciados é o cerne da justificativa. Em seguida, com base nas noções de auditório universal e auditório particular, ela analisa e contrasta as estruturas argumentativas de Teoria do Desenvolvimento Econômico e Capitalismo, Socialismo e Democracia, tomando como linha de interpretação para os trabalhos de Schumpeter a proposta de Swedberg. Avalia como os conteúdos de cada uma das obras são arranjados tanto tendo em vista a persuasão de públicos concretos, quanto sua relação com concepções normativas de Schumpeter. A análise se mostra fecunda para compreensão de questões metodológicas referentes ao seu legado - inclusive pondo à prova elementos da interpretação de Swedberg. A principal constatação, porém, é a abertura da obra de Schumpeter à análise da nova retórica, sinalizada a partir da leitura da mesma e a partir das considerações metodológicas do próprio autor quanto ao estatuto científico da economia. O reconhecimento da economia como campo de premissas de caráter contingente é o ponto de partida e chegada da análise aqui proposta.