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Proteção jurídica da inovação tecnológica no comércio internacional e no direito comparado

(via www.dominiopublico.gov.br)
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Autor(a)(es): 
Noemy Stracieri Ferreira

O presente estudo iniciou-se com análise de legislações domésticas que contribuíram para a formação do Primeiro Regime Internacional de Propriedade Intelectual, inaugurado com a Convenção de Paris de 1883. Tal fase objetivou extrair os verdadeiros paradigmas que sustentam os Direitos de Propriedade Intelectual, bem como apontar a importância da inovação tecnológica enquanto bem juridicamente valorado pela sociedade. Após tal análise, passou-se ao estudo do Primeiro Regime Internacional de Propriedade Intelectual, onde foram abordados todos os Tratados, Acordos e Convenções Internacionais que objetivaram proteger o potencial criativo e as inovações tecnológicas sob os auspícios da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI). Em seguida, sob uma perspectiva histórica, foram analisados os fatores sociais, políticos e econômicos que contribuíram para o fim do Primeiro Regime e o início do Novo Regime Internacional de Propriedade Intelectual. Dentre os denominadores apontados, recebeu destaque o fenômeno de internacionalização do comércio, o qual passou a gerar efeitos a partir de meados dos anos 70 (setenta). Finda tal etapa, analisou-se o Novo Regime Internacional de Propriedade Intelectual, cujo marco inicial é o Anexo 1.C. do Acordo Constitutivo da Organização Mundial do Comércio (OMC) de 1994. Tal Anexo é conhecido pelo nome de TRIPS (Treaty Related Aspects of Intellectual Property). A mudança de Regime foi estudada sob a perspectiva da modificação dos princípios sob os quais se estruturou o Primeiro Regime Internacional de Propriedade Intelectual. Neste ponto, concluiu-se que o principal marco de ruptura foi a inserção dos princípios de livre-concorrência dentre os princípios que disciplinavam a matéria desde a Convenção de Paris de 1883. Outro fator de ruptura foi a inclusão do tema “Propriedade Intelectual” nas matérias, objeto de regulação pela OMC, alterando com isso também os paradigmas da disciplina. No estudo dos dispositivos normativos do TRIPS foram abordados os princípios que regem o TRIPS, bem como as categorias de direitos de propriedade intelectual que se destinam exclusivamente à proteção jurídica da inovação tecnológica, ou seja, as patentes e os trade secrets. Paralelo à investigação de patentes e trade secrets no TRIPS foi realizado estudo comparativo destes institutos na legislação brasileira de propriedade industrial, a qual internalizou os dispositivos do TRIPS a partir do ano de 1995, quando o Acordo Constitutivo da OMC passou a ter vigência no Brasil. O estudo das patentes abrangeu inúmeras questões, tais como: definição das matérias que podem ou não ser patenteadas; garantias mínimas que devem estar presentes nos procedimentos em matéria de patentes; requisitos para concessão de licenças compulsórias; entre outros. Especificamente com relação aos trade secrets constatou-se que o TRIPS disciplinou a matéria de forma bastante esparsa. Por outro lado, a legislação brasileira de propriedade industrial (Lei 9279/96) se absteve completamente de disciplinar a matéria, relegando a proteção dos trade secrets, tão somente, à via contratual. Considerando tal ausência de paradigmas, realizou-se um estudo dos trade secrets no direito norte-americano, berço de tal instituto jurídico e local onde sua aplicação encontra-se amplamente disseminada.

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Palavras-chave - Idioma 2: 
innovación tecnológica, patentes, trade secrets, ADPIC, propiedad industrial, propiedad intelectual, OMPI, OMC, concentración de mercado, competencia
Sumário Idioma 2: 
El presente estudio se inició con análisis de legislaciones domésticas que contribuyeron para la formación del “Primer Régimen Internacional de Propiedad Intelectual”, inaugurado con lo Convenio de Paris de 1883. Dicha fase tuvo como objetivo extraer los verdaderos paradigmas que sostienen los Direitos de Propriedade Intelectual, bien como apuntar la importancia de la innovación tecnológica como un bien juridicamente valorado por la sociedad. Después de este análisis, se pasó al estudio del Primer Régimen Internacional de Propiedad Intelectual, donde fueron abordados todos los Tratados, Arreglos y Convenciones Internacionales que tenían como objetivo proteger el potencial creativo y las innovaciones tecnológicas bajo los auspícios de la Organización Mundial de la Propiedad Intelectual (OMPI). En seguida, bajo una perspectiva histórica, fueron analizados los hechos sociales, políticos y económicos que contribuyeron para el fin del Primer Régimen y el início del Nuevo Régimen Internacional de Propiedad Intelectual. Entre los denominadores apuntados, recibió especial atención el fenómeno de internacionalización del comércio, el cual pasó a generar efectos a partir de mediados de los años 70 (setenta). Terminada tal etapa, se analisó el Nuevo Régimen Internacional de Propiedad Intelectual, cuyo marco inicial es el Anexo 1.C. del Acuerdo Constitutivo de la Organización Mundial del Comércio (OMC) de 1994. Tal Anexo es conocido por el nombre de ADPIC (Aspectos de los Derechos de Propiedad Intelectual relacionados con el Comercio). El cambio de Régimen fue estudiado bajo la perspectiva de la modificación de los princípios bajo los cuales se estructuró el Primer Régimen Internacional de Propiedade Intelectual. En este punto, se concluyó que el principal marco de ruptura fue la inserción de los princípios de libre competencia entre los princípios que disciplinaban la materia desde lo Convenio de Paris de 1883. Otro factor de ruptura fue la inclusión del tema “Propiedade Intelectual” en las materias, objeto de regulación por la OMC, alterando con eso también los paradigmas de la disciplina. En el estúdio de los dispositivos normativos del ADPIC fueron abordados los princípios que rigen el ADPIC, bien como las categorías de derechos de propriedad intelectual que se destinan exclusivamente a la protección jurídica de la innovación tecnológica, o sea, las patentes y los trade secrets. Paralelamente a la investigación de patentes y trade secrets en el ADPIC, fue realizado un estúdio comparativo de estos institutos en la legislación brasileña de propriedad industrial, la cual internalizó los dispositivos del ADPIC a partir del año de 1995, cuando el Acuerdo Constitutivo de la OMC pasó a tener vigencia en Brasil. El estúdio de las patentes abarcó innumerables cuestiones, tales como: definición de las materias que pueden o no ser patenteadas; garantías mínimas que deben estar presentes en los procedimientos en materia de patentes; requisitos para consesión de licencias compulsorias; entre otros. Específicamente con relación a los trade secrets se constató que el ADPIC disciplinó la materia de forma poco profunda. Por otro lado, la legislación brasileña de propriedad industrial (Lei 9279/96) se abstuvo completamente de disciplinar la materia, relegando la protección de los trade secrets, tan sólo a la via contractual. Considerando tal ausencia de paradigmas, se realizó un estúdio de los trade secrets en el derecho norteamericano, cuna de dicho instituto jurídico y local onde su aplicación se encuentra ampliamente diseminada.
Instituição ou Períodico: 
innovación tecnológica, patentes, trade secrets, ADPIC, propiedad industrial, propiedad intelectual, OMPI, OMC, concentración de mercado, competencia
Data da defesa: 
16/12/2008