A globalização da economia marca o declínio do paradigma fordista de produção, bem como das relações trabalhistas e das conquistas sociais institucionais, jurídicas e políticas. Por outro lado, a centralidade das tecnologias de comunicação no processo de produção permite o surgimento de novas formas de cooperação e sociabilidade, contrárias à apropriação capitalista do trabalho. Neste contexto, a disseminação da Internet favorece a mudança de paradigma da produção de informações, de um modelo de mídia de massa, estabelecida para se adequar aos cânones da linha de montagem industrial (uniformidade, impessoalidade e imparcialidade), para a possibilidade de uma “mídia de multidão”. A comunicação mistura-se com ativismo político, em redes de produção de notícias organizadas horizontalmente, em coletividades não-hierarquizadas, à parte do capital. Mas o que caracteriza as redes como independentes? Como se dão as relações de poder e hierarquia no interior desses grupos?
